quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Tipos de insulina




  Existem vários tipos de insulina, as de ação rápida, ação intermediária, ação curta e ação prolongada. 
  A insulina de ação rápida é a que começa a diminuir a taxa da glicose sanguínea com 20 minutos depois de aplicada. Sua atividade máxima ocorre entre 2 a 4 horas depois de aplicada, e seu efeito tem uma duração de 6 a 8 horas. Esse tipo de insulina é utilizado por pessoas que fazem várias aplicações durante do dia.
  A insulina de ação intermediária ela começa a agir depois 1 a 3 horas da aplicação, e deu efeito tem uma duração de 18 a 26 horas e sua atividade máxima começa 8 a 10 horas após a aplicação. Essa insulina por ter um efeito mais prolongado ela é utilizada pela manhã para manter o controle da glicemia durante o dia e utilizada a noite para controlar a glicemia durante a noite. Esse tipo de insulina também pode ser utilizado com a insulina de ação rápida, para um maior controle, porém, é necessária uma maior habilidade. Ainda assim, a mistura das duas controla melhor a glicose sérica do organismo. Esse tipo de insulina pode ser a de zinco em suspensão ou a insulina isofano em suspensão.
  A insulina de ação curta funciona da mesma forma que a de ação rápida, e pode ser administrada juntamente com a de ação intermediária.
  A insulina de ação prolongada, a de zinco em suspensão possui seu efeito reduzido nas primeiras 6 horas, e tem seu efeito por cerca de 26 a 38 horas. Essa insulina possui o efeito muito durador e lento, apresenta picos de definidos e agudos de ação.
  
  A insulina é preparada de forma que ela possa se manter estável durante permitindo o seu transporte no dia a dia ou até mesmo em viagens. A escolha do tipo de insulina a ser usada depende muito do paciente, e da sua vontade de controlar a diabetes, e de como se comporta a sua concentração sérica de glicose durante o dia e de um dia para o outro.

  A variação da insulina e da quantidade utilizada varia de acordo com a dieta e a quantidade de exercício físico que o paciente realiza. De forma que se há pouca alteração nesses fatores, há também pouca alteração na quantidade de insulina. 


Postado por : Elizabete Iseke

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Insulina Inalável


A insulina é um hormônio considerado salva-vidas para os doentes com diabetes tipo 1, uma doença caracterizada por um defeito na secreção e na ação da insulina, com uma deficiência geralmente emergente em uma fase mais avançada da vida.

A insulina inalável é um medicamento de ação rápida, em formato de pó, que deve ser inalada antes de cada refeição para melhorar o controle glicêmico dos diabéticos. O tradicional é vinculado à injeção subcutânea, o que afasta muitos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 tratáveis com insulina. Já para os pacientes com diabetes tipo 1, dependentes portanto de insulina, esse tratamento inalável permite a diminuição do número de injeções por dia, utilizando apenas a insulina basal.

A insulina inalável se tornou uma grande inovação para a Indústria Farmacêutica por não haver mais aquelas injeções diárias (o que não inibe a aferição da glicemia várias vezes ao dia). Porém, ela possui uma certa restrição antes de ser utilizada. Não sendo recomendado para fumantes ou para pacientes com doença pulmonar subjacente.

Uma das diferenças encontradas no medicamento injetável e inalável é o tamanho das partículas. Na injetável, a insulina que é considerada uma proteína, possui um peso molecular elevado e é hidrossolúvel. Com a descoberta do medicamento inalável, a administração via pulmonar é facilitada pelo largo território vascular pulmonar permitindo o acesso à circulação sistêmica e, as partículas devem ter entre 1 e 5 micrômetros, não necessitando assim uma alta precisão na dose.

Em 2007, o medicamento circulou no mercado pela Indústria Farmacêutica Pfizer, porém, ele precisou ser retirado de circulação por motivos de comercialização, voltando ao mercado pela Indústria Farmacêutica Afrezza em 2015.




Postado por: Gabriela Portilho

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Manifestações Bucais em diabéticos



O Diabetes é uma doença que tem como característica principal o excesso de glicose no sangue, com distúrbio do metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas e, quando não controlada, pode ocasionar complicações sistêmicas crônicas, como, por exemplo: problemas renais, oculares e 
vasculares, entre outras.


Classificada em: tipo 1 - com dois picos de incidência: um que ocorre entre 5 e 7 anos de idade, e outro na puberdade; tipo 2 - forma mais comum que acomete geralmente pessoas acima de 40 anos de idade; gestacional e outros tipos específicos.


Os sintomas mais comuns são polidipsia, poliúria-nictúria, polidipsia associada à xerostomia, polifagia, hálito cetônico, cãibras, emagrecimento rápido e alterações bucais.


Nas alterações bucais relacionadas ao diabetes, em específico, podem ocorrer disfunção e falência de diversos órgãos, sendo geralmente encontradas em pacientes que não fazem acompanhamento da diabete. As alterações são: gengivite, doença periodontal (sendo este o mais frequente por haver uma resistência reduzida à infecção, que uma vez instalada, torna-se mais grave), disfunção da glândula salivar (xerostomia), suscetibilidade para infecções bucais, síndrome de ardência bucal, cálculos dentários, aumento dos níveis de glicose salivar, sensação de queimação na mucosa bucal, desenvolvimento dentário acelerado ou retardado, alteração da microbiota bucal, perdas dentárias, hálito cetônico, alterações da forma, tamanho e textura da língua, alteração no paladar, dificuldade na cicatrização de feridas, cáries dentárias, e outras.


No caso da doença periodontal, que é a mais comum, essa é caracterizada por um processo inflamatório que ocorre na gengiva na qual uma placa dentária de antígenos bacterianos se acumulam na margem gengival, encontrando alterações bioquímicas, imunológicas, genéticas, ambientais, teciduais, podendo também ser fator de risco para doenças cardiovasculares.


Um dos sintomas perceptíveis ao dentista, se encontra na hipossalivação (diferente da xerostomia, que é a sensação de boca seca, porém não apresenta redução de produção de saliva) e alteração na composição da saliva, ocorrendo aumento de glicose,  potássio, cálcio, magnésio, proteínas, alfa-amilase, IgA, IgG e maior atividade da peroxidase, sendo frequente em pacientes diabéticos. Sendo assim, o crescimento bacteriano é estimulado, reduzindo a capacidade dos fibroblastos em promover a cicatrização, aumenta a produção de ácido lático reduzindo, consequentemente, o pH, pois a atividade tampão presente na saliva diminui, aumentando o risco de desenvolver cáries e doença periodontal.





Postado por: Gabriela Portilho

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Exercício físico e a diminuição da resistência à insulina

Concentração de glicose sanguínea por tempo de exercício.
 (Imagem tirada do estudo mencionado no texto)

  O músculo esquelético é responsável por cerca de 30% do consumo energético. É um dos principais tecidos responsáveis pela captação da glicose. O exercício físico faz com que o músculo aumente a sua captação.
  Atividades físicas praticadas regularmente estimulam a translocação do GLUT-4 (proteínas transportadoras de glicose). A estimulação do GLUT ocorre por meio da ativação da enzima AMPK, que apresenta um mecanismo de captação de glicose independente da insulina. 
  A AMPK é ativada quando o corpo necessita de ATP, energia. Essa ativação da enzima facilita o transporte da glicose para dentro da célula de maneira semelhante ao da insulina. Contudo, a AMPK não é o único mecanismo responsável por esse processo metabólico. O aumento do cálcio, atividade da óxido nítrico sintase, a síntese de óxido nítrico, o aumento da concentração de bradicina ou na hipoxia podem estimular a translocação do GLUT - 4 durante a contração muscular.
  A atividade física pode diminuir a expressão e / ou a atividade de proteínas inflamatórias de efeito negativo à ação da insulina.
  A prática de exercício aumenta a sensibilidade à insulina, e ajuda na diminuição da glicemia, além de ajudar no tratamento da diabetes tipo 2, diminui em 58% o desenvolvimento da doença em pessoa que tem tendencia a ter a doença.
  O exercício físico age tanto em pessoas com diabetes, quanto em pessoas sem a doença. 

  Um estudo que se encontra no site: http://www.evidenciasaude.com.br/regulacao-metabolica-exercicio-e-diabetes-tipo-2/ mostra a ação da atividade física no metabolismo de glicose. 



Postado por: Elizabete Iseke 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Diabetes e Depressão, tem relação?

Fontehttp://www.tiabeth.com/tiabeth/wp/noticias/files/2014/06/depressão-e-diabetes.jpg

Um sintoma muito comum da diabetes é a depressão. O paciente diabético tem chance de ter depressão duas vezes mais do que um paciente não diabético. Isso geralmente acontece pelo difícil cotidiano do paciente doente que muitas vezes sofre com ansiedade, com o controle excessivo de taxas de glicemia, com o controle da alimentação, e a sua obrigatória jornada de atividades físicas. Os sintomas de depressão normalmente já começam na descoberta da doença, já que é um problema crônico e que requer muita atenção e cuidado, o paciente muitas vezes se sente inferior e incapaz de lidar e de cuidar dessa doença. Essa falta de confiança e insegurança alteram os índices glicêmicos do corpo, o que agrava e descontrola ainda mais a diabetes. Além disso um paciente depressivo apresenta por exemplo muito cansaço, descontrole do apetite, ansiedade e fadiga e com esses sintomas não consegue seguir um tratamento de diabetes. Por outro lado, por não ter conseguido seguir com o tratamento de diabetes o paciente fica ainda mais deprimido e inseguro, e assim isso se torna um ciclo vicioso. Para reverter esses casos é preciso identificar os sintomas de depressão rapidamente, pois às vezes os sintomas podem ser causados apenas pelos altos e baixos descontroles de glicemia e nesses casos somente o controle dela já pode resolver o problema. Já em outros casos é preciso tomar remédio para depressão e então depois disso continuar e ter sucesso com o tratamento de diabetes. Acontece também casos em que o paciente só consegue ter sucesso no tratamento de depressão quando ele consegue controlar a sua glicemia. Um exemplo de caso real de tratamento de depressão sem o uso de medicamentos é de uma paciente que sofria de diabetes, de baixo estima, falta de confiança em si mesma e com muitos problemas em casa. Ela começou a se cuidar e a tratar a diabetes, principalmente pelo nível glicêmico, conseguindo assim controlá-la. Ela não precisou tomar remédio para depressão e conseguiu então melhorar sua auto estima como nunca o tinha feito antes. Os níveis glicemicos e a variabilidade glicemica dela vão ser mostradas no gráfico antes e depois do início do tratamento.

Fonte: http://www.diabetes.org.br/diabetes-em-debate/diabetes-e-depressao-as-importantes-correlacoes-entre-estado-emocional-e-controle-glicemico
Níveis glicêmicos antes e durante o tratamento




É muito importante enfatizar que um paciente nessas condiçōes não pode demorar para procurar ajuda de uma equipe multidisciplinar.





Postado por: Luiza Habib




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O que é resistência à insulina?



   Uma das causas da diabetes mellitus tipo 2 é a resistência à insulina. Essa resistência consiste basicamente na falha das células-alvo em reconhecer a insulina. Com essa falha as células consideradas dependentes de insulina para a captação da glicose, deixam de captá-la de maneira eficiente causando o aumento da glicose sérica que passa a ser pouco utilizada e em seu lugar passa a utilizar gorduras e proteínas como fonte de energia. A causa da resistência ainda é desconhecida, mas acredita-se que pode ser causado por um defeito nas vias de sinalização, pela baixa produção de glicogênio muscular ou por falta de receptores de insulina. Acredita-se também que o nível de gordura, inibe a captação de glicose, diminuindo assim a função da insulina, podendo levar à sua resistência. 


Postador por: Elizabete Iseke

domingo, 1 de novembro de 2015

Transporte de glicose para as células

Transporte de glicose dependente de insulina

  A glicose não consegue entrar na célula facilmente e por isso necessita de moléculas transportadoras de glicose denominadas de GLUT. As células do corpo contam com 12 tipos de GLUT.
  O GLUT 4 é o principal transportador para o tecido adiposo, muscular e cardíaco.
  A insulina ao se ligar nos receptores de membrana ativam o GLUT 4 que vai conduzir a glicose até a célula, facilitando a entrada da glicose.
  A insulina se liga às subunidades alfa do receptor, que ficam do lado de fora da célula, promovendo assim a auto fosforilação das subunidades beta que por sua vez ativarão a tirosina quinase, que vai fosforilar o substrato do receptor de insulina (IRS). Que posteriormente ativará o GLUT 4 promovendo a entrada da glicose de forma facilitada.
  Quando a glicose entra na célula ela é fosforilada pela hexoquinase na maioria das células, ou pela glicoquinase no fígado, a glicose para a via glicolítica (será degradada para a produção de energia), ou para o armazenamento na forma de glicogênio ou gordura.
  As células do cérebro e do fígado utilizam outro tipo de transportadores (GLUT 1,2,3,8) que estão sempre na membrana da célula, por esse motivo essas células não dependem da insulina para a captação de glicose.


Fonte: http://unidiabetes.webmeeting.com.br/claci/monografia_diabetes_01.pdf

Postado por: Elizabete Iseke