sábado, 28 de novembro de 2015

Alguns vegetais brasileiros empregados no tratamento da diabetes


A flora Brasileira é rica em vegetais que podem ser usados para fins terapêuticos. A diabetes é uma doença muito antiga, causada pela insuficiência das células beta das ilhotas de largerhans. E o tratamento com plantas medicinais também é muito antigo, temos alguns exemplos, como: agrião, alcaçus do brasil, café, cajueiro, carqueja amarga, cebola, erva pombinha, estevia, hera terrestre, jambolão, pata-de-vaca, pau-ferro, pedra-hume-cai, ricinus, sálvia e sucupira.

O agrião por exemplo, além de ser considerado antianêmico, antiascorbútico e diurético, também tem a função de abaixar o índice glicêmico. Rico em vitaminas, contém taminos, flavonóides e óleo essencial contendo glicosídeos tiocinicos. O modo de usar é muito simples:

-macerar 25 g em um copo com água durante o período da noite e tomar de três a quatro colheres por dia.

Referênciashttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-695X1989000100013&lang=pt

Postado por: Pedro Picoli

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Atividade física na criança com diabetes tipo 1




Diabetes tipo 1 é basicamente uma destruição das células betas que produzem insulina no pâncreas. O pâncreas perde sua capacidade de produzir insulina, causado pela deficiência do sistema imunológico, ocasionando um ataque das células de defesa às células que produzem esse hormônio.

Por ser uma doença muito comum, e também muito estudada, foi comprovado com estudos, que  atividades físicas ajudam a manter o controle glicêmico além de auxiliar em outros fatores, como pressão arterial, composição corporal entre outros.
É muito importante que crianças e adultos afetados pela Diabetes tipo 1 ou não, pratiquem atividades físicas e mantenham uma alimentação balanceada para garantir uma melhor resposta do organismo com a prática de atividades físicas controladas, algumas precauções devem ser tomadas dependendo de cada caso clínico, sempre orientado por um especialista. Dependendo do nível de atividades físicas o organismo vai responder de diferentes maneiras.
A atividade física auxilia no tratamento da doença , por isso a sua prática é de tal importância. Ela també ajuda a prevenir futuras complicações causadas pela diabetes, e deve ser escolhida adaptando o paciente por faixa etária e gosto.

Refêrencias: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572010000400005&lang=pt

Postado por: Pedro Henrique Brandão Picoli

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Diabetes Mellitus Tipo 2

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   Doença que afeta a população adulta na maioria dos casos é uma doença silenciosa que pode ter como fatores resultante o uso inadequado da  insulina produzida ou as vezes não produz a quantidade suficiente de insulina para manter normal a taxa glicêmica,a obesidade também é considerada como um dos fatores de desenvolvimento da diabetes tipo 2.

  O pâncreas é o órgão do nosso organismo responsável pela produção de insulina, liberação de muita insulina leva as células β a se deteriorarem. Células β destruídas não têm produção de insulina e o indivíduo passa a ter a necessidade de tomar insulina e medicamentos para aumentar a sensibilidade à insulina (GUYTON; HALL, 2002). 


  O diabetes mellitus tipo 2 é uma síndrome heterogênea que resulta de defeitos na secreção e na ação da insulina, sendo que a patogênese de ambos os mecanismos está relacionada a fatores genéticos e ambientais. Sua incidência e prevalência vêm aumentando em varias populações, tornando-se uma das doenças mais prevalentes no mundo (SMELTZER; BARE, 2002).


  Estudos iniciais reconheciam a intuscepção dos receptores de insulina dos adipócitos como o fator causal da resistência insulínica relacionada à obesidade.

  Posteriormente, elucidou-se o papel dos ácidos graxos livres neste mecanismo. A obesidade, quer por hiperatividade do sistema nervoso simpático, quer por resistência insulínica mediada pelo hipercortilismo, produz um aumento dos ácidos graxos livres (AGL). Tal elevação, através da ativação da proteína cinase C-q (PKC-q) produz a fosforilação do IRS-1 em serina e não em tirosina. Desta forma, não ocorre a ativação da PI3 cinase e a conseqüente translocação do GLUT4 para a membrana celular, reduzindo a captação de glicose (
Rev Bras Med, 2002 - Dez 02 V 59  N12  págs: 83-90)

  Os principais  sintomas são: sede excessiva, aumento do apetite, vontade de urinar diversas vezes, feridas que demoram a cicatrizar e formigamento nos pés. Esta doença gera diversas complicações no organismo como, problemas cardíacos, insuficiência renal, lentidão em cicatrizações,alterações metabólicas, danos na retina e lesões e infecções nos pés. 

   


Fonte:
https://www.diabetes.org.br/diabetes-tipo-2
http://arquivo.fmu.br/prodisc/farmacia/jbsl.pdf

https://www.bd.com/brasil/diabetes/page.aspx?cat=19151&id=19258
Disponível em: Rev Bras Med, 2002 - Dez 02 V 59  N12  págs: 83-90 e Dez 12 V69 N12

                                                             

Postado por: Karina Castro

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Desvendando a metformina nos diabéticos

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjZ6OC5_chz-Rsq5hM2Fa59FkN5II4cVOWimng3Gt4WTq1oQDphRn2HHGrRGTCNYpTytNMe0vV0xVVaHztChyphenhyphena2NRwufS8qduRomoxuL4PV_o6UnDNe0n2j8yDhcoIx_qdWiKi68vWcY438/s1600/187160.jpg

A metformina (dimetilbiguanida) é um medicamento utilizado como a primeira escolha no tratamento de diabetes tipo 2. Esse medicamento é um hipoglicemiante oral e pode ser utilizado também no tratamento da síndrome do ovário policístico. A metformina atua fazendo com que diminua a resistência à insulina no corpo e ajuda a baixar o nível de glicose no sangue, além disso diminui os riscos cardiovasculares e de mortalidade. Ela também diminui a hemoglobina glicada dos pacientes diabéticos tipo 2 e mesmo assim não aumenta a quantidade de insulina no sangue, não sendo dessa forma hipoglicemiante. Normalmente é um medicamento bem tolerado mas pode causar problemas gastrointestinais.

A redução da glicemia  acontece por meio dos mecanismos da metformina de sensibilização à insulina nos músculos e no fígado. Nos hepatócitos, células que constituem o sistema endócrito e exócrino do fígado, ela inibe a gliconeogênese e a glicogenólise enquanto estimula a glicogênese. Já nos tecidos periféricos insulino-dependentes, o medicamento diminui rapidamente a taxa de glicemia plasmática por meio do aumento da captação de glicose. Além de tudo isso, a metformina é capaz de inibir a lipólise no adipócito (diminuindo assim a quantidade de triglicerídeos e ácidos graxos livres), diminuir o colesterol e LDL, diminuir um pouco a pressão arterial, melhorar as funções endoteliais e fazer com que o paciente emagreça por causa de seu efeito anorético.

A metfomina é disponibilizada em comprimidos de 500 e 850 mg e sempre é ingerida depois das refeições para minimizar seu efeito gastrointestinal. É um medicamento absorvido no intestido e excretado pelos rins, sendo que o fígado tem uma participação muito pequena nesse processo. Quando o paciente já não responde mais o necessário só com esse medicamento, ele precisa usar em associação com outros medicamentos como ulfoniluréia, acarbose e insulina.

Os efeitos colaterais da metformina mais comuns são o gosto metálico na boca, diarréia e náuseas. Ela pode também diminuir a absorção da vitamina B12 no organismo, o que é um efeito colateral preocupante já que a deficiência da vitamina B12  pode causar anormalidades hematológicas , distúrbios cognitivos e neuropatia. A metformina pode causar a acidose lática em casos de pacientes com um acometimento renal ou problemas cardiovasculares ou respiratórios. O uso do medicamento não é aconselhável no caso de pacientes com mais de 80 anos, que estejam amamentando, alcoólatras ou gestantes. Além disso, a metformina tem efeito sinérgico com a cimetidina, ou seja, quando é utilizada com a cimetidina ela tem um poder de potencialização do efeito dos dois fármacos, então o efeito dos dois juntos fica maior do que o efeito dos dois separados somados.
Esse medicamento é muito utilizado e tem muitos efeitos benéficos mas é muito importante só utilizá-lo com orientação médica pois seu uso indiscriminado e errado pode ter efeitos muito piores do que seus benefícios.

Fontes:






Postado por: Luiza Habib

A Diabetes vista por outros olhos





Relatos de pacientes com diabetes gestacional, diabetes mellitus tipo 2 e diabetes mellitos tipo 1, respectivamente.

Postado por: Luiza Habib

domingo, 22 de novembro de 2015

Diabetes mellitus gestacional (DMG)

Fonte: http://t2.uccdn.com/pt/images/1/4/3/img_quais_sao_os_sintomas_da_diabetes_gestacional_14341_300.jpg



A diabetes mellitus gestacional é definida como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, o que resulta em uma hiperglicemia diagnosticada na gestação, podendo estar presente após o parto. Esse tipo de diabetes é explicado pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, fatores genéticos ou ambientais. O que favorece a hiperglicemia, nesse caso, é o fato da mãe, antes de engravidar, já ter um grau de resistência à insulina (como, por exemplo, ser obesa ou ter ovário policístico) e, depois que ficou gravida, ter a ação natural dos hormônios placentários anti-insulínicos.

Tais hormônios tem a função de regular a utilização da glicose pela mãe, para que o feto também receba uma quantidade de glicose suficiente para o seu desenvolvimento. Quando a mãe já tem um grau de resistência a insulina na gravidez, esse fator se agrava ainda mais  pela presença dos hormônios, e então ela tem uma hiperglicemia. Como a glicose materna passa para o feto, quando a mãe tem hiperglicemia o feto também terá. Logo, os dois terão também um excesso de insulina. A hiperglicemia no feto pode causar várias complicações e problemas para ele. Um exemplo disso é a mal formação pelo motivo da formação de radicais livres de oxigênio. Outra complicação que pode ocorrer decorrente dessa grande quantidade de glicose no sangue no feto é a hipoglicemia após o nascimento. Isso ocorre pelo fato de que ele está com uma hiperinsulinemia (resistência aumentada à insulina). Logo ao cortar o cordão umbilical o feto metaboliza rapidamente a glicose que tinha, anteriormente.
Essa doença tem acontecido em mais de 200.000 mulheres ao ano, o que corresponde a aproximadamente 7% de todas as gestações anuais. A obesidade e índices de IMC > 2 kg/m² são fatores que podem induzir a presença de diabetes gestacional.


O principal hormônio encontrado durante a gravidez é o lactogênico placentário. Contudo, sabe-se que o cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina (hormônios hiperglicemiantes) estão também envolvidos.
Diagnosticar uma gestante com diabetes é muito importante porque isso pode evitar diversos problemas, como ruptura prematura de membranas, pré-eclâmpsia, além de problemas com o feto como: macrossomia (excesso de peso), risco para o desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória, cardiomiopatia (inflamação dos músculos do coração), icterícia (aumento de bilirrubina no sangue, causando uma coloração amarelada na pele, mucosas e escleróticas), hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e policitemia (excesso de glóbulos vermelhos no sangue) com hiper viscosidade sanguínea.

O diagnótico da diabetes gestacional é feito primeiramente pelo Teste Oral de Tolerância à Glicose que é a dosagem da glicemia plasmática do paciente uma hora depois de ele ter feito teste oral com 50 mg da substância dextrosol ( substância que contém elevado nível de glicose). Esse teste deve ser feito entre a 24ª e 28ª semanas de gestação e tem como valores de referência 140 mg/dl e 130 mg/dl.
Um método alternaivo de diagnótico é a correlação da dosage da glicemia plasmática do paciente quando ele está de jejum e o fator de risco. Esse método tem um custo baixo e por isso é o mais utilizado, já que ele tem que ser feito obrigatoriamente em todo pré-natal. Por esse método, para ser confirmado o diagnótico de DMG, o resultado do exame tem que ter dado um valor acima de 110 mg/dl em qualquer fase da gestação.

Na gestação, é possível identificar o diabetes à partir de um controle à partir da 24ª semana de gravidez. Na maioria das vezes, esse controle é feito com uma orientação nutricional, havendo para cada período, uma quantidade certa de nutrientes com a prática de atividades físicas. Caso a gestante não consiga manter o controle através de uma nutrição adequada com exercícios físicos, esta deverá fazer o uso da insulinoterapia, que nada mais é que a utilização de insulina durante a gravidez, mantendo este período seguro livre de problemas para o parto e para o bebê.





Postado por: Gabriela Portilho e Luiza Habib

Manifestações musculoesqueléticas em diabéticos

O diabetes é responsável por várias complicações vasculares e também muscoesqueléticas, sendo este um caso que compromete a qualidade de vida de quem possui. Essas manifestações podem estar relacionadas a mecanismos  ligados a glicação de colágeno, como a limitação da mobilidade articular, e são consideradas equivalentes a doença microvascular (doença arterial coronária).
 As manifestações musculoesqueléticas são descritas por: síndrome da mobilidade articular reduzida, contratura de Dupuytren, tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos, capsulite de ombro, periartrite calcificada de ombro, síndrome do túnel do carpo, infarto muscular, DISH (Hiperostose Esquelética Idiopática Difusa) e artropatia de Charcot. Além dessas complicações, são observadas também artrites por cristal, infecções, osteoporose e osteoartrite.


O tratamento da diabetes ajuda na prevenção de complicações futuras.

 Abaixo, serão descritos algumas dessas complicações:

 

è  Síndrome da mobilidade articular reduzida
    Também conhecida como síndrome das mãos rígidas, é uma limitação não dolorosa e não inflamatória da mobilidade da mão, dos pés e das grandes articulações. Anormalidades bioquímicas estão ligadas como o aumento da glicolização não enzimática de fibras de colágeno, aumento no cross linking do colágeno e resistência do mesmo à digestão enzimática.

Os pacientes que possuem essa síndrome, apresentam alterações cutâneas, onde ficam endurecidas e rígidas com aspecto semelhante à cera.

O tratamento recomendado é fisioterapêutico e com drogas anti-inflamatórias e, quando há envolvimento cutâneo, o único tratamento proposto é o controle glicêmico.

 

è  Contratura de Dupuytren

É caracterizada por espessamento da fáscia palmar, formação de nódulos nas palmas das mãos e nas digitais, espessamento e aderência da pele entre outros, sendo mais comum em idosos com maior tempo de diabetes.

É encontrado uma matriz densa de colágeno e fibroblastos (células responsáveis pela produção de fibras proteicas), nódulos com miofibroblastose, feixes de colágeno, vasos sanguíneos estreitados, resultando em hipóxia local seguida de liberação de radicais livres. Estes afetam a função dos fibroblastos que produzirá fibras de colágeno alteradas.

O tratamento é feito com infiltrações intra lesionais de corticoide, cirurgia e fisioterapia.

 

è  Tenossinovite estenosante dos flexores dos dedos

Também conhecida como dedos em gatilho, esta é caracterizada por um travamento do dedo em flexão, extensão ou ambos, envolvendo mais comumente o polegar, o dedo médio e anular, ocasionando dor e dificuldade em flexão, podendo ficar bloqueado.

O tratamento é feito com modificação das atividades, uso de anti-inflamatórios, uso de talas, infiltrações e, em casos mais críticos, cirurgia.

 

è   Síndrome do Túnel do Carpo

É causada por compressão do nervo mediano ao nível do ligamento transverso do carpo.

É caracterizada por dor e sensações de calor, frio, formigamento e outros sintomas que vai do polegar até a porção média do quarto dedo, podendo haver uma piora que prolonga para o antebraço.

O tratamento é feito com uso de talas e de analgésicos. Infiltrações com corticoides podem ser feitas, embora seu efeito seja temporário e a resposta dos pacientes com diabetes seja mais demorada.