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| Fonte: http://t2.uccdn.com/pt/images/1/4/3/img_quais_sao_os_sintomas_da_diabetes_gestacional_14341_300.jpg |
A diabetes mellitus gestacional é definida como uma alteração no metabolismo dos carboidratos, o que resulta em uma hiperglicemia diagnosticada na gestação, podendo estar presente após o parto. Esse tipo de diabetes é explicado pela elevação de hormônios contra-reguladores da insulina, fatores genéticos ou ambientais. O que favorece a hiperglicemia, nesse caso, é o fato da mãe, antes de engravidar, já ter um grau de resistência à insulina (como, por exemplo, ser obesa ou ter ovário policístico) e, depois que ficou gravida, ter a ação natural dos hormônios placentários anti-insulínicos.
Tais hormônios tem a função de regular a utilização da glicose pela mãe, para que o feto também receba uma quantidade de glicose suficiente para o seu desenvolvimento. Quando a mãe já tem um grau de resistência a insulina na gravidez, esse fator se agrava ainda mais pela presença dos hormônios, e então ela tem uma hiperglicemia. Como a glicose materna passa para o feto, quando a mãe tem hiperglicemia o feto também terá. Logo, os dois terão também um excesso de insulina. A hiperglicemia no feto pode causar várias complicações e problemas para ele. Um exemplo disso é a mal formação pelo motivo da formação de radicais livres de oxigênio. Outra complicação que pode ocorrer decorrente dessa grande quantidade de glicose no sangue no feto é a hipoglicemia após o nascimento. Isso ocorre pelo fato de que ele está com uma hiperinsulinemia (resistência aumentada à insulina). Logo ao cortar o cordão umbilical o feto metaboliza rapidamente a glicose que tinha, anteriormente.
Essa doença tem acontecido em mais de 200.000 mulheres ao ano, o que corresponde a aproximadamente 7% de todas as gestações anuais. A obesidade e índices de IMC > 2 kg/m² são fatores que podem induzir a presença de diabetes gestacional.
O principal hormônio encontrado durante a gravidez é o lactogênico placentário. Contudo, sabe-se que o cortisol, estrógeno, progesterona e prolactina (hormônios hiperglicemiantes) estão também envolvidos.
Diagnosticar uma gestante com diabetes é muito importante porque isso pode evitar diversos problemas, como ruptura prematura de membranas, pré-eclâmpsia, além de problemas com o feto como: macrossomia (excesso de peso), risco para o desenvolvimento de síndrome de angústia respiratória, cardiomiopatia (inflamação dos músculos do coração), icterícia (aumento de bilirrubina no sangue, causando uma coloração amarelada na pele, mucosas e escleróticas), hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia e policitemia (excesso de glóbulos vermelhos no sangue) com hiper viscosidade sanguínea.
O diagnótico da diabetes gestacional é feito
primeiramente pelo Teste Oral de Tolerância à Glicose que é a dosagem da glicemia plasmática do paciente uma hora depois de ele ter feito
teste oral com 50 mg da substância dextrosol ( substância que contém elevado
nível de glicose). Esse teste deve ser feito entre a 24ª e 28ª semanas de
gestação e tem como valores de referência 140 mg/dl e 130 mg/dl.
Um método alternaivo de diagnótico é a correlação
da dosage da glicemia plasmática do paciente quando ele está de jejum e o fator
de risco. Esse método tem um custo baixo e por isso é o mais utilizado, já que ele
tem que ser feito obrigatoriamente em todo pré-natal. Por esse método, para ser
confirmado o diagnótico de DMG, o resultado do exame tem que ter dado um valor
acima de 110 mg/dl em qualquer fase da gestação.
Na gestação, é possível identificar o diabetes à partir de um controle à partir da 24ª semana de gravidez. Na maioria das vezes, esse controle é feito com uma orientação nutricional, havendo para cada período, uma quantidade certa de nutrientes com a prática de atividades físicas. Caso a gestante não consiga manter o controle através de uma nutrição adequada com exercícios físicos, esta deverá fazer o uso da insulinoterapia, que nada mais é que a utilização de insulina durante a gravidez, mantendo este período seguro livre de problemas para o parto e para o bebê.
Postado por: Gabriela Portilho e Luiza Habib