domingo, 29 de novembro de 2015

Cetoacidose diabética

  A cetoacidose diabética (CAD) é caracterizada principalmente pelo excesso da produção de corpos cetônicos pelo organismo. As principais causas para a ocorrência da cetoacidose são:
    1) a perda do transporte de glicose para dentro dos tecidos periféricos, como músculos e gordura, já que este transporte depende de insulina;
     2) aumento da gliconeogênese e glicogenólise hepáticas;
     3) desinibição da quebra de gordura, proteínas e glicogênio.
  A falta de insulina induz a liberação do glucagon, hormônio responsável pela ativação das vias catabólicas do metabolismo, ou seja, ativam as vias que produzem glicose. Como não há insulina no organismo para pegar toda essa glicose produzida e mandar para dentro da células, vai então ocorrer o quadro de hiperglicemia.
  Com a hiperglicemia, o corpo vai ativar a via de produção de corpos cetônicos pois ele sente a necessidade de fornecer combustível para alguns órgão capazes de utilizar esses corpos cetônicos para a produção de energia.
  






Devido à alta taxa de gliconeogênese, via de produção de glicose, há uma diminuição da concentração do oxaloacetato, e com isso há um baixa na via metabólica do ácido cítrico, mais conhecida como ciclo de Krebs. 
Devido a essa diminuição da realização do ciclo de Krebs pelo organismo, a concentração de Acetil-CoA, substrato, que dá inicio ao ciclo de Krebs é desviado para uma outra via metabólica. A via de formação dos corpos cetônicos. (Apresentada ao lado). 
Os corpos cetônicos formados são o Acetoacetato que vai originar o Betahidroxibutirato e a Acetona.
A acetona, por ser bastante volátil vai ser exalada, enquanto o acetoacetato e o betahidroxibutirato são utilizados por orgãos como cérebro, coração e músculos. 
















Contudo, o excesso desses corpos cetônicos alteram o pH corporal, levando o indivíduo ao como diabético e à morte.

Fontes: http://diabetesunb2-2010.blogspot.com.br/2011/01/cetoacidose-diabetica.html
              http://www.scielo.br/pdf/jped/v77n1/v77n1a06.pdf


Postado por: Elizabete Iseke 

Dia Mundial do Diabetes (Dia Azul)




     Todo ano a Campanha Concentra  temas diretamente ou indiretamente voltada para o diabetes, onde profissionais da saúde  dão dicas para melhorar a qualidade de vida dos portadores da diabetes e alertam a população quanto ao sedentarismo e sobre o excesso de peso, aumentando o risco potencial do desenvolvimento da Diabetes. 

    O dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela IDF em conjunto com a ONU(Organização das Nações Unidas),a partir de 2007.
   
    Dia 14 de novembro foi escolhido para ser o dia por marcar a data de aniversário de Frederick Banting,que juntamente com Charles Best devido a descoberta da insulina em 1921.


     Fonte:
                 http://diamundialdodiabetes.org.br/
                  http://www.diabetes.org.br/


 Postado por: Karina Castro
    
 

Insulina regular x Análogos da insulina



   A insulina regular foi o primeiro tipo de insulina industrializado e foi chamada assim por possuir um efeito de curta duração que exige de 3 a 4 aplicações diárias para o bom controle glicêmico do paciente. 
  A insulina NPH foi desenvolvida a partir do acréscimo de uma proteína básica chamada de protamina, contudo houveram muitos casos de quadros alérgicos, lipodistrofias nos locais das aplicações e, a mais importante, resistência imunológica à insulina. A partir daí eles desenvolveram uma insulina livre de peptídeos imunogênicos, que ficou denominada como insulina monocomponente.
  Por conta da biologia molecular, foi possível obter insulina humana biossintética, que tende a ser mais rapidamente absorvida e possui um período de ação mais curto, com picos de ações que ocorrem de maneira totalmente imprevisíveis. 
  Os análogos de insulina foram desenvolvidos a partir da insulina humana com alteração de alguns aminoácidos para melhorar a ação da insulina, de forma a prolongar o tempo de duração e de forma acelerar o início de ação. Essas insulinas análogas, principalmente as de ação longa, tem como objetivo, imitar os efeitos fisiológicos de uma pessoa que produz e secreta insulina, ou seja, de uma pessoa normal. Foram desenvolvidas também com o intuito de reduzir o número de aplicações diárias, para evitar inclusive que o paciente desenvolva um resistência à insulina.
  Os análogos de insulina de ação ultra rápida são as insulina lispro e aspart. A de ação prolongada é denominada glargina, e recentemente foi lançada a determir.





Postado por: Elizabete Iseke

Diagnóstico de Diabetes


O diagnóstico pode ser feito de diversas maneiras  com a finalidade de verificar a ocorrência de

 hiperglicemia,podendo os mesmos serem:

- Curva de glicemia (Teste oral de tolerância a glicose/ TOTG)

- Glicemia em Jejum

- Glicemia Casual ou "aleatória"

* Como são realizados ?

- Teste oral de tolerância a glicose (TOTG): Exame de cunho laboratorial sendo o mais preciso segundo a (Organização Mundial da Saúde), em jejum de 8 horas faz se uma coleta sanguínea, após a coleta o paciente ingere via oral 75 g de glicose dissolvida em água. Duas horas depois dessa ingestão, é feita uma nova coleta sanguínea. Se a aglicemia estiver entre 140 mg/dL e 199 mg/dL é confirmada a pré diabetes, sendo necessário um novo exame em outro dia.

-Glicemia em jejum: Jejum mínimo de 8 horas, permitida apenas a ingestão de água, faz se a coleta sanguínea e se apresentar glicemia entre 100 e 125 mg/dL  é classificado como pré diabetes.

- Glicemia Casual ou "Aleatória": Exame que pode ser realizado a qualquer momento, sem qualquer influência como alimentação, se o resultado for maior que 200 mg/dL é considerado pré diabético.

   



Fonte:
           http://www.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes
           http://www.minhavida.com.br/saude/tudo-sobre/16493-glicemia-de-jejum-exame 

Postado por: Karina Castro

Quais as complicações do Diabetes Mellitus?

         


















Cerca da metade dos pacientes diagnosticados com diabetes mellitus tipo2 (DM2), não fazem qualquer tipo de tratamento, assim como qualquer outra doença a diabetes possuí complicações agudas e crônicas.

Doenças Agudas: Possuem um processo acelerado, podendo levar a morte de forma rápida.

Doenças Crônicas: Possuem um prazo longo para serem resolvidas, não põem em risco a vida do portador em curto prazo.

As complicações Diabéticas são:

# Fase Aguda:
- Crises Hiperglicêmicas
- Hipoglicêmia

# Fase Crônica:

- Microvasculares                                                                     
- Retinopatia (cegueira)
- Nefropatia(insuficiência renal crônica)
- Neuropatia ( ulcerações/ pé diabético)

- Macrovasculares
- Doença arterial coronariana
- Doença vascular periférica
- Doença cerebrovascular

Fonte:


Postado por: Karina Castro

                                                                                                                                                                                                                                                                                            

Medicamentos utilizados no tratamento de DM2



  Opta-se por usar medicamento no tratamento da diabetes tipo 2 quando o controle da glicemia não é obtido com a dieta e o exercício físico. Os remédios utilizados no tratamento são classificados em: biguanidas, sulfoniluréias, meglitinidas, tiazolidinedionas, inibidores da alfa-glucosidase.
  Das biguanidas existem dois remédios a metformina e a fenformina, contudo a mais utilizada é a metformina por possuir menos efeitos colaterais.
  A metformina pode ser encontrada sob a forma de formulação única ou associada à sulfonilureia. O glinfage XR é uma formulação de ação longa, desse medicamento, que pode ser administrada uma vez ao dia. 
  O mecanismo de ação exato da metformina não é conhecido, contudo, sabe-se que ela aumenta a sensibilidade hepática à ação da insulina, assim diminuindo a produção hepática de glicose. A metformina, assim como as sulfoniluréias, diminui a quantidade de hemoglobina glicada (HbA1c), tendo uma ação favorável no perfil lípidico. (diminuindo os triglicerídeos, o LDL – colesterol, aumentando o HDL – colesterol). Além disso a metformina não aumenta a produção de insulina e por isso quadros de hipoglicemia são mais raros, quando utilizada em monoterapia. 
  As sulfoniluréias aumentam a secreção de insulina, por meio da interação com os receptores especificos na membrana celular. Com essa classe de medicamentos se não obtem-se respostas com doses baixas, também não se obterá respostas com doses mais altas. As sulfoniluréias por aumentarem a secreçao de insulina, um dos efeitos colaterais mais comuns é a hipoglicemia. Outro efeito colateral comum é o ganho de peso. 
  As sulfoniluréias apresentam uma diminuição da eficácia tempo-dependente. Após anos de uso, alguns pacientes deixam de responder à essa classe de drogas. 
  Da classe das metiglinidas existem dois tipos: a repaglinide que é derivada do ácido benzoico e a netaglinide que é derivada da fenilalanina. São secretagogos de insulina, que agem no fechamento dos canais de potássio que dependem da ATPase. Aumentam a secreção de insulina, assim como as sulfoniluréias, entretanto, possuem mecanismos de ação diferentes. Se utilizadas como monoterapia possuem um efeito hipoglicemiante como as sulfoniluréias. 
   Essa classe de drogas são rapidamente absorvidas e rapidamente eliminadas, e por isso causam uma elevação rapida e pouco duradoura da insulina, assim são utilizadas antes das refeições. Seus efeitos colaterais são também a hipoglicemia e o ganho de peso. 
  As tiazolidinedionas reduzem a glicemia devido ao aumento da sensibilidade à ação da insulina devido a diminuição da mobilização de gordura, e por consequência a redução dos ácidos graxos livres circulantes no sangue. 
 A ação dessa classe de medicamentos ocorre devido à interação com receptores PPAR- gama nucleares, que leva a um aumento da expressão dos transportadores de glicose, principalmente no tecido adiposo. 
  A primeira droga dessa classe introduzia ao mercado foi a troglitazona, porém ela tem uma alta taxa de incidencia de hepatotoxidade. Portanto, foi substituida pelas rosiglitazona e pioglitazona. Tais drogas possuem efeito favorável ao metabolismo lipídico, reduzindo a concentração dos TAGs (triglicerídeos), aumentando o HDL-colestesterol, aumenta a concentração de LDL- colestrol na forma de partículas menos oxidáveis, portanto, menos aterogênicas.
  As tiazolidinedionas melhoram a função endotelial, e inibe a proliferação de células musculares lisas da parede dos vasos. Tem-se observado também que elas possuem efeitos benéficos na diminuição da progressão da aterosclerose e eventos relacionados a doenças cardiovasculares. 
  A utilização dessas drogas podem causar ganho de peso, principalmente se associado com as sulfoniluréias ou à insulina.
  Elas também promovem a redução da hemoglobina glicada, entretanto quando utilizada como monoterapia a redução é menor do que quando em associação com insulina ou sulfoniluréias.  
  Os inibidores da alfa-glucosidase inibem enzimas gastrointestinais que reduzem os oligos e os dissacarídeos em monossacarídeos. Como os oligo e os dissacarídeos são mais lentamente absorvidos, há uma diminuição da elevação da glicemia pós-prandial, sem o aumento da concentração de insulina. Quando utilizado sozinho seu efeito hipoglicemiante é pequeno, e a redução da hemoglobina glicada é mais eficaz em pacientes com alta ingestão de carboidratos.
Seu efeito é maior quando associado a outras drogas tais como a metformina e as sulfoniluréias. 


Postado por: Elizabete Iseke

Qual a relação de Inflamação e diabetes tipo 2?


  Descrição do processo de inflamação das células beta do pâncreas e diabetes tipo 2.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=bEJDfL_97Ws


Postado por: Karina castro